“Dialogar é dizer o que pensamos e suportar o que os outros pensam.”
- Fe MGM
- 15 de mai. de 2024
- 2 min de leitura
A frase de Carlos Drummond de Andrade encapsula a essência da comunicação eficaz, especialmente pertinente no século XXI.
Na era digital, onde a informação é instantânea e as interações são globais, a habilidade de se comunicar com clareza e empatia é mais crucial do que nunca.
A comunicação atual transcende as fronteiras geográficas e culturais. Com a globalização e a digitalização, nossas palavras podem alcançar audiências vastas e diversas. Por isso, é essencial não apenas expressar nossos pensamentos de forma clara, mas também estar preparados para receber e processar as perspectivas dos outros.
Esta habilidade de diálogo não é apenas sobre falar, mas também sobre ouvir e suportar visões distintas das nossas.
Em um mundo onde as notícias falsas e os mal-entendidos proliferam, a capacidade de comunicar-se efetivamente torna-se uma ferramenta essencial para a construção de consensos e para a resolução de conflitos. É por meio do diálogo que podemos desmistificar preconceitos, esclarecer intenções e fomentar a tolerância.
Neste século, a palavra escrita assumiu novas formas e alcançou novas plataformas. Blogs, redes sociais e fóruns online são espaços onde a palavra não apenas informa, mas também inspira e mobiliza. Saber escrever bem é saber se posicionar como uma voz de autoridade e confiança em meio a uma cacofonia de vozes e informações. A clareza, a precisão e a relevância do que escrevemos são determinantes para capturar e manter a atenção de nossos leitores.
Diversos pensadores têm se debruçado sobre a importância da comunicação. Habermas, por exemplo, explora a ideia de que a comunicação é fundamental para a formação do consenso em uma sociedade democrática. Ele destaca a necessidade de uma "ação comunicativa" onde o diálogo honesto e transparente prevalece sobre a manipulação e o poder.
A habilidade de se comunicar de forma eficaz é tanto uma competência quanto uma necessidade. As palavras têm o poder de conectar, curar e inspirar. No entanto, elas também têm o poder de dividir e destruir. Aprendendo a dialogar como Drummond sugere — expressando nossos próprios pensamentos claramente e estando abertos para entender os dos outros —, podemos esperar não apenas sobreviver, mas prosperar em um mundo cada vez mais interconectado e dependente da comunicação.



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